OS SHOPPINGS, OS COMERCIANTES E ... O “ROLEZINHO”.
O crescimento da economia fez muitos brasileiros
investirem no próprio negócio. Muitos são, agora, patrões de si mesmos.
Depois de pedirem demissão do antigo
emprego, juntam as economias, escolhem o ramo de atuação e passam a executar o sonho
de ser empreendedor.
Adeus ao chefe chato! Mas há outras chateações...
Alguns escolhem o formato de franquia,
procuram o ponto mais adequado e não raramente, optam por estabelecer seus
comércios em shoppings centers. E quem é franqueado, tem três despesas fixas a
inadiáveis: i) o franqueador; ii) o espaço/locação em shopping center; iii)
folha de pagamento/empregados.
Pronto! O empreendimento está
funcionado e ele tem prazo de retorno do investimento. Só depois de pagar o investimento vem o lucro, SE ele for capaz de gerar lucro...
Mas eis que surge, recentemente, o
fenômeno do “rolezinho”.
Na nossa avaliação, o “rolezinho” surgiu como uma nova forma de contato entre jovens (o primeiro foco, Shopping Metrô Itaquera), mas imediatamente passou a ser apropriada/do por elementos buscando oportunidades de praticar delitos em centros de compras. E se os delitos ainda não foram praticados a contento, se os saques ainda não foram bem sucedidos foi por
falta de oportunidade.
Alguns shoppings ainda não são capazes de manter a segurança do estabelecimento (segurança dos lojistas e dos consumidores) e logo que se constata a presença da “turma do rolezinho”,
imediatamente a administração aciona a Polícia Militar, evacua o
estabelecimento e fecha as portas.
Hoje, dia 11 de janeiro de 2014, mais
um “rolezinho” acabou com o faturamento de dezenas de lojistas do Shopping
Campo Limpo. E quem paga a conta? O shopping dará descontos, deixará de cobrar
o aluguel e as demais taxas? Os empregados aceitarão abatimentos salariais? Não, e nem devem aceitar.
Muitos empreendedores não terão
escolha: acionarão - como todo o direito! - a Justiça para reequilibrarem os seus encargos contratuais perante shoppings e franqueadores.
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